quinta-feira, 12 de junho de 2014

Sempre fui uma pessoa de pôr mãos a obra. Quando é preciso alguma coisa a D* faz. Gosto de experimentar tudo o que as minhas avós também faziam (uma delas ainda faz), o crochet (embora em outros moldes e não necessariamente em colchas e naperons), o tricot, a reciclagem de moveis e mais recentemente a vontade de experimentar fazer compotas. Se dá menos trabalho comprá-las já feitas no supermercado, com certeza que sim, mas nunca o sabor pode ser igual.
Lembro-me como se fosse hoje, que a minha avó fazia muitas vezes doce de tomate. O cheiro era horrível, e o sabor eu teimava em dizer que não gostava, até ter experimentado. Nunca um doce de tomate me soube tão bem como aquele que a minha avó fazia, que por contingências da vida, infelizmente, deixou de fazer. Ela fazia outro em que misturava vários tipos de fruta e aquilo ficava para lá de bom.
Eu que sempre fui prática em tudo e contradizendo tudo aqui acima descrito, quando me apetecia algum doce, ia ao supermercado e comprava. Ponto final. Paragrafo.
Até o meu pai ter feito marmelada caseira. E aquilo ficou-me tanto na ideia que disse a mim mesma começar a fazer compotas de diferentes sabores para me ir deliciando (e engordando). Só que por coisas cá da minha vida nunca tive grande tempo para isso, que é coisa para ainda demorar e tempo, na minha vida, é coisa que não há em abundância. Até ter começado a pensar novamente nas compotas caseiras. Dia após dia tenho sentido como que um chamamento de Deus para pôr mãos a obra e assim vai ser. Não consigo adiar mais a minha curiosidade de fazer, saber se sai bem a primeira, experimentar combinações novas, e tudo isso vai começar hoje.
Hoje acabaram-se as desculpas e a falta de tempo e vou pôs mão na fruta que está madura lá em casa. A minha sogra tem uma horta bem carregadinha com árvores de fruto o que também torna a coisa mais barata.
Pois que para primeira decidi experimentar fazer compota de maçã com hortelã. Mais logo quando chegar a casa e puser mãos a obra logo vejo a dificuldade. Prometo que no final farei o relato da coisa e se correr bem até ponho fotos.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Aos cab$&(# dos senhores das finanças

... não esquecendo os do governos, que tomam as decisões, só desejo que tenham todos uma valente dor de barriga. Porque cento e tal euros de IRS para pagar não é fixe, nem aqui nem na China e eu tenho uma casa para mobilar (neste caso já só falta que as mobílias cheguem)

Da casa nova...

Hoje chega o sofá. Hoje chega o sofá. Hoje chega o sofá. Hoje chega o sofá. Já disse que hoje chega o sofá?

terça-feira, 10 de junho de 2014

Dia de Portugal... dia de gastar dinheiro...

Pois que parece que tirei o dia para me mimar e nem sequer fui a Primark como estava planeado.



Comprei tres vernizes. Porque está aí o verão e porque as cores são giras a valer. Talvez assim ganhe paciencia para pintar mais vezes as unhas.



Descobri esta pequena maravilha no continente. Experimentei logo que cheguei a casa et voilá resultado optimo. Para quem, como eu, está farta de gastar dinheiro em produtos capilares e não vê resultado nenhum, este é um bom investimento. Bons resultados por pouco dinheiro.



Houve ainda tempo para comprar uns calções, já namorados há muito tempo, uns oculos de sol supimpas e giros nas horas.
A visita do senhor (chato) do Circulo de Leitores.
E um quizz didatico sobre Historia de Portugal, não fosse eu arqueóloga e não achasse isto giro para fazer com os miudos. Ha mais temas, mas obviamente este foi aquele que me encheu mais as medidas.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Que fizeste tu no fim-de-semana D*?




Pois que fiz muitas coisas. Desde pendurar candeeiros a ir apanhar rosmaninho, a participar em procissões ainda tive tempo para dar um saltinho a Feira Nacional da Agricultura de Santarém só para ver (novamente) o Pedro Abrunhosa, que comprova-se não canta nada, mas faz um espectáculo digno de gente grande, já não falando nas letras, que este homem a escrever, e até mesmo a interagir com o publico, é do melhor que nós temos e quem me dera a mim ter metade do dom das palavras deste senhor. 

Queria muito pôr aqui um video, mas não sei por que razão o blogger não deixa.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Ás pessoas insensíveis...

... que me dizem " mas era só um gato, além disso ainda tens outro" ide todos levar no rabinho. É que isso é quase o mesmo, na eventualidade de serem pais e terem a infelicidade de uma das vossas crias quinar, que eu dizer " deixa lá, ainda tens outro, era só um filho..."

quarta-feira, 4 de junho de 2014

F%#!-$% para isto tudo

Porque é que os dias em que menos paciência temos para as coisas e pessoas, em que só nos apetece ficar fechados na nossa concha, são precisamente aqueles dias em que parece que toda a gente tirou o dia para nos chatear ainda mais?

Custou muito levantar hoje, porque não se dormiu nada, porque estive sempre voltada para o mesmo lado, na esperança de que quando acordasse e me virasse para o lado contrario afinal ele estivesse lá... mas não estava. A mantinha continua lá, aos pés da cama como ele gostava. Custou estar a tomar o pequeno almoço e ele não se ir espreguiçar no móvel da cozinha, não lhe dizer "eia que menino tão grande...", custou ver o Tobias, o mais novo, andar desorientado a procura do amigo de brincadeiras, mesmo quando o Simão não estava com a mínima paciência para ele. 

Duvido que ainda tenha lágrimas para deitar. 

terça-feira, 3 de junho de 2014

Dos amores incondicionais...

Há quatro anos, precisamente por esta altura, entrava pela minha casa um gato branco, pequenino, que a minha melhor amiga me deu. Prometi-lhe tomar conta dele como se de um filho se tratasse. Nome: Simão. Simão cresceu, foi tratado como um príncipe e como tal criou personalidade forte. Não se dava com toda a gente, gostava de dormir dentro da fruteira, tinha hora para ir deitar e chateava-me até irmos dormir, era esquisito com a comida, era snob, não gostava de festas nem beijos e tinha ciumes doidos do M.
Estava previsto ir comigo para a casa nova e até já tinha dito ao M. que a escada da rua tinha de sair de lá, porque ele podia fugir, até pesadelos tive com isso. Era ele que me esperava a porta quando eu chegava a casa, era ele que dormia ao meu lado, era ele que detestava, era a ele que punha protector nas orelhas e no nariz para não se queimar com o sol. E agora???

Simão partiu para o céu dos gatos, há duas horas, com um ataque fulminante. A R., minha melhor amiga, quem me deu o Simão e que é veterinária, fez o possível e o impossível para que não fosse fatal, mas quando chegamos a clínica ele já não estava entre nós.  Não consigo apagar da memoria o telefonema do meu irmão, porque eu ainda não tinha chegado a casa, para ligar a R. rápido porque o Simão tinha tido um ataque repentino e estava desmaiado. E enquanto eu bebia as lágrimas e largava as compras a toa, a R. voava no Fiat Punto dela para chegar a tempo. 

As lágrimas não param de me correr, era o meu amigo do coração...









Como a minha sogra me conhece tão bem...

No sábado fomos adiantar mais umas coisas lá em casa. E receber o frigorífico. E arrumar os livros nas estantes. E pintar a escada. E o baloiço (sim tenho um baloiço que me recusei a tirar do quintal - mil vezes retirar as flores). Quando olhámos para o relógio eram horas de almoço. Fui buscar almoço para todos, prático de forma a não sujar loiça.

Sogra: "Bom, se nunca nos convidarem para almoçar, pelo menos já cá comemos uma vez!"
Eu: "Pois... é isso..."