Não sei se ria ou se chore.
Uma pessoa sabe que deve ser difícil estar longe da família, que este país assim o obrigou, que o próprio do Primeiro Ministro disse aos jovens que o melhor era procurarem novas oportunidades e alargar horizontes lá fora, mas depois uma pessoa para e pensa "então e os que cá estão sem trabalho?", "arranjam-se medidas para os que vêm de fora e não há medidas para os que cá estão??" "ah não, espera, afinal também vão arranjar qualquer coisa para os desempregados com mais de trinta e um anos, durante seis meses". Assim á primeira vista é um bocadinho contraditório e até hilariante, mas também o nosso governo já nos habituou a estas coisas. Quão ridículo é isto? Toda a gente sabe que os estágios profissionais não servem para mais do que aldrabara as estatísticas do emprego. É para isto que querem criar estas medidas? Então e dos 29 aos 31 anos, ninguém trabalha? Ou durante estes dois anos vamos viajar e adquirir conhecimentos lá fora para depois termos possibilidade de fazer parte do programa "Vem". Será que não há ninguém que nos governe que pare um bocadinho para pensar antes de dizer asneiras? É que as tantas estamos num país onde qualquer miúdo de cinco anos pode governar.
E atenção: nada contra os emigrantes. Alias, tenho todo o respeito por eles e se me surgisse uma oportunidade era a primeira a sair daqui sem olhar para trás.
quarta-feira, 25 de março de 2015
Já escolhi...
Quero este:
Situa-se nas margens do Alqueva, perto da Aldeia da Luz e é uma pena não estar a venda (aparentemente não está e quando o caudal enche é capaz de não haver boias que o salvem)
Era aqui... era aqui que seria inteiramente feliz!
terça-feira, 24 de março de 2015
Ainda da violência doméstica e da importância que lhe devemos dar
No meu prédio, apesar de sermos todos vizinhos que não se metem nas vidas uns dos outros, que só visitamos a casa de alguém para pagar o condomínio, não morremos propriamente de amor uns pelos outros, fomos incapazes de ficar indiferentes ao pedido de socorro de uma vizinha que, aparentemente tinha um casamento feliz. E ao primeiro grito, saímos todos, cada um de sua casa, para ir ver o que se passava e só a desamparamos quando a policia chegou e nos libertou. No entanto, preocupadas que ficámos já delineamos estratégias para ver se a coisa não vai a mais sem nós percebermos. Não se trata de coscuvilhice, trata-se de querer o bem de alguém que trabalha no duro todo o santo dia, para que nada falte aos filhos, quando o marido, um banana (pensávamos nós) não quer é fazer nenhum a não ser corridas e passeios de bicicleta, mas acha-se no direito de pôr na rua e maltratar quem lhe põe a comida no prato.
Violência doméstica é crime publico, violência psicológica por vezes é pior que a violência física, e senti que ontem fiz algo por alguém, alias, fizemos algo por alguém.
Violência doméstica é crime publico, violência psicológica por vezes é pior que a violência física, e senti que ontem fiz algo por alguém, alias, fizemos algo por alguém.
Vida de desempregada
Pois que como toda a gente sabe, ou pelo menos quem acompanha o blog há algum tempo, sabe que estou desempregada desde Dezembro. O estágio profissional acabou e toma lá um papelinho (passado quase um mês e porque o pedi) e vais receber do estado que isso é que é bom. Vai daí que de duas em duas semanas lá estou eu, qual preso com pulseira electrónica, a fazer a minha apresentação quinzenal.
Ontem foi dia. E só eu e Deus sabemos os nervos que aquilo me dá. Gosto sempre de me despedir da minha família antes de lá ir, tal é a quantidade de tempo que lá perco. Em primeiro lugar porque a senhora nunca chega a horas. Eu que vou sempre de manhã, geralmente chego lá antes das nove, sendo que a funcionária, não raras vezes chega sempre dez minutos depois da hora, Ontem não foi excepção. E mesmo que seja após o almoço, ela chega sempre atrasada. Ou porque o carro não pegava, ou porque teve um furo, ou porque se atravessou uma árvore no caminho, ou porque o periquito teve um ataque, ou porque... ou porque. Ela tem sempre uma explicação, uma justificação, mesmo quando ninguém quer saber, mesmo que só queiramos que ela despache as mãozinhas e só nos diga quando é que temos de lá voltar. Como se não bastasse chegar atrasada ainda vai trocar dois dedinhos de conversa com as colegas (poucas) que já lá estão e que chegaram a horas. E nós cá fora, a espera, porque desempregados é mesmo assim... podem esperar porque assim como assim não têm mais nada para fazer, não têm horários para cumprir. E depois não satisfeita com a conversa, porque isto dos funcionários públicos nem todos são antipáticos nem sisudos, ainda fala que se desunha com as pessoas que lá vão e é capaz de esta meia hora a debitar "cumprimentos a D. que já não vejo há muito tempo", " ah e cumprimentos ao periquito, que grande que ele deve estar porque também já não o vejo há muito tempo" enfim... e nós cá fora a espera e a soprar como é o meu caso. Eu bem que vou munida do telemóvel (não vou dizer que é um smartphone, ainda que de marca branca, porque os desempregados não podem ostentar essas coisas) para ir jogando, mas o tempo de espera é tanto que as vezes acabam-se as vidas e depois nada a fazer a não ser... esperar. Por vezes condigo voltar a encher os coraçõezinhos, só para verem como é fixe a manhã lá no sitio.
Depois há os dias em que nos pedem para ir mostrar as procuras activas de emprego. Aqui também é coisa para me puxar pelos nervos, sou uma pessoa que já começa a ganhar cabelos brancos fazer o quê e a paciência e calma que me assistiu enquanto gravida que fui, começa agora a abrandar. Pedem-me no papel que leve quatro "carimbos" por mês. Ora lido assim, depreendo que sejam quatro por mês independentemente da data. Só que não. São quatro por mês, mas um por semana ( e isto nem sequer vem escrito em letras pequenas). " Pois que assim não lhos posso validar" mesmo que eu lhe escarrapachasse o papel dos quatro MENSAIS onde não estava lá nada escrito de UM SEMANAL. Agora é esperar que não me cortem a miséria de esmola que me dão. E rezar, como rezo todos os dias, para encontrar um trabalho rapidamente, porque se há coisa que não gosto é de viver a conta do estado, principalmente quando me davam achaques de cada vez que via o valor que me era descontado, que agora não me é retribuído nem pela metade.
E é isto... Uma pessoa levanta-se de manhã, veste-se, vai cumprir a sua obrigatoriedade, faz procura mais do que activa de emprego, faz as refeições pelo meio, e pronto. Todos os dias o mesmo!
Ontem foi dia. E só eu e Deus sabemos os nervos que aquilo me dá. Gosto sempre de me despedir da minha família antes de lá ir, tal é a quantidade de tempo que lá perco. Em primeiro lugar porque a senhora nunca chega a horas. Eu que vou sempre de manhã, geralmente chego lá antes das nove, sendo que a funcionária, não raras vezes chega sempre dez minutos depois da hora, Ontem não foi excepção. E mesmo que seja após o almoço, ela chega sempre atrasada. Ou porque o carro não pegava, ou porque teve um furo, ou porque se atravessou uma árvore no caminho, ou porque o periquito teve um ataque, ou porque... ou porque. Ela tem sempre uma explicação, uma justificação, mesmo quando ninguém quer saber, mesmo que só queiramos que ela despache as mãozinhas e só nos diga quando é que temos de lá voltar. Como se não bastasse chegar atrasada ainda vai trocar dois dedinhos de conversa com as colegas (poucas) que já lá estão e que chegaram a horas. E nós cá fora, a espera, porque desempregados é mesmo assim... podem esperar porque assim como assim não têm mais nada para fazer, não têm horários para cumprir. E depois não satisfeita com a conversa, porque isto dos funcionários públicos nem todos são antipáticos nem sisudos, ainda fala que se desunha com as pessoas que lá vão e é capaz de esta meia hora a debitar "cumprimentos a D. que já não vejo há muito tempo", " ah e cumprimentos ao periquito, que grande que ele deve estar porque também já não o vejo há muito tempo" enfim... e nós cá fora a espera e a soprar como é o meu caso. Eu bem que vou munida do telemóvel (não vou dizer que é um smartphone, ainda que de marca branca, porque os desempregados não podem ostentar essas coisas) para ir jogando, mas o tempo de espera é tanto que as vezes acabam-se as vidas e depois nada a fazer a não ser... esperar. Por vezes condigo voltar a encher os coraçõezinhos, só para verem como é fixe a manhã lá no sitio.
Depois há os dias em que nos pedem para ir mostrar as procuras activas de emprego. Aqui também é coisa para me puxar pelos nervos, sou uma pessoa que já começa a ganhar cabelos brancos fazer o quê e a paciência e calma que me assistiu enquanto gravida que fui, começa agora a abrandar. Pedem-me no papel que leve quatro "carimbos" por mês. Ora lido assim, depreendo que sejam quatro por mês independentemente da data. Só que não. São quatro por mês, mas um por semana ( e isto nem sequer vem escrito em letras pequenas). " Pois que assim não lhos posso validar" mesmo que eu lhe escarrapachasse o papel dos quatro MENSAIS onde não estava lá nada escrito de UM SEMANAL. Agora é esperar que não me cortem a miséria de esmola que me dão. E rezar, como rezo todos os dias, para encontrar um trabalho rapidamente, porque se há coisa que não gosto é de viver a conta do estado, principalmente quando me davam achaques de cada vez que via o valor que me era descontado, que agora não me é retribuído nem pela metade.
E é isto... Uma pessoa levanta-se de manhã, veste-se, vai cumprir a sua obrigatoriedade, faz procura mais do que activa de emprego, faz as refeições pelo meio, e pronto. Todos os dias o mesmo!
segunda-feira, 23 de março de 2015
Então e o Dança com as Estrelas??
Ora tendo eu sido dançarina uma serie de anos, este programa é daqueles que não perco nem por nada. No entanto há coisas que me custam a perceber.
Em primeiro lugar, as estrelas. Referem-se aos dançarinos certo?? É que não vejo lá mais ninguém digno desse nome. E se há pessoas que brilham a dançar (penso que seja o que lhes é pedido), essas pessoas são eles. muitas vezes não brilham mais porque os pares, quais pezinhos de chumbo não deixam.
Em segundo lugar, a Tininha. A sério que ninguém lhe disse que ela tem um microfone para falar? Precisa mesmo de usar os decibéis todos que tem na voz? Na minha opinião ou lhe tiram o microfone ou aplicam-lhe aquelas tiras que dão choque cada vez que ela passar um limite. É que a minha televisão com o volume quase no mínimo ouvia-se no prédio todo. E o vestido?? É melhor nm falar no vestido,,,
Em terceiro lugar, a musica. Quem é que escolhe as musicas? Se a partida os participantes não têm prática, não era de escolherem musicas de contagem mais fácil, é que num par não é só importante um saber a contagem da musica, convém que o outro esteja enquadrado com a coisa se não, corre mal. Dançar um Cha-Cha-Cha ao som de Taylor Swift não é assim tão fácil, para não dizer que nem sequer se enquadra.
De resto está tudo muito bem.
Posto isto, já que é para levar para a palhaçada o meu voto será sempre no Raminhos
Ah e apesar das criticas todas que já li, achei muito bem a Katia Aveiro ter saído já na primeira gala. Nutro um odiozinho especial por ela, de modos que saiu temos pena, o irmão que tivesse telefonado mais vezes. saldo no telefone é coisa que não lhe deve faltar!
Em primeiro lugar, as estrelas. Referem-se aos dançarinos certo?? É que não vejo lá mais ninguém digno desse nome. E se há pessoas que brilham a dançar (penso que seja o que lhes é pedido), essas pessoas são eles. muitas vezes não brilham mais porque os pares, quais pezinhos de chumbo não deixam.
Em segundo lugar, a Tininha. A sério que ninguém lhe disse que ela tem um microfone para falar? Precisa mesmo de usar os decibéis todos que tem na voz? Na minha opinião ou lhe tiram o microfone ou aplicam-lhe aquelas tiras que dão choque cada vez que ela passar um limite. É que a minha televisão com o volume quase no mínimo ouvia-se no prédio todo. E o vestido?? É melhor nm falar no vestido,,,
Em terceiro lugar, a musica. Quem é que escolhe as musicas? Se a partida os participantes não têm prática, não era de escolherem musicas de contagem mais fácil, é que num par não é só importante um saber a contagem da musica, convém que o outro esteja enquadrado com a coisa se não, corre mal. Dançar um Cha-Cha-Cha ao som de Taylor Swift não é assim tão fácil, para não dizer que nem sequer se enquadra.
De resto está tudo muito bem.
Posto isto, já que é para levar para a palhaçada o meu voto será sempre no Raminhos
Ah e apesar das criticas todas que já li, achei muito bem a Katia Aveiro ter saído já na primeira gala. Nutro um odiozinho especial por ela, de modos que saiu temos pena, o irmão que tivesse telefonado mais vezes. saldo no telefone é coisa que não lhe deve faltar!
sábado, 21 de março de 2015
Então e hoje qual é o tema??
Na quinta feira era o dia do pai. Quantas e quantas mensagens de filhas(os) babadas(os) com os seus progenitores e que possivelmente estes nem irão ler. Eu nem comprei nada ao meu pai. É a vida. Paciencia!
Ontem, o eclipse. Ai que estraga os olhos, ai que se vai ver só não sei quanto por cento, ai que já está a começar, ai que passou dois minutos e já se nota diferença. Pois que eu, na rua (infelizmente) desde o principio ao fim do eclipse, não notei diferença nenhuma e pareceu-me um dia de sol tímido igual a tantos outros.
Nunca serei alguém na blogosfera!
Ontem, o eclipse. Ai que estraga os olhos, ai que se vai ver só não sei quanto por cento, ai que já está a começar, ai que passou dois minutos e já se nota diferença. Pois que eu, na rua (infelizmente) desde o principio ao fim do eclipse, não notei diferença nenhuma e pareceu-me um dia de sol tímido igual a tantos outros.
Nunca serei alguém na blogosfera!
quinta-feira, 19 de março de 2015
O mundo ao contrario
Se há uns tempos, mesmo com os problemas todos possíveis e imaginários, aqui escrevi que estava na fase zen da vida, na fase em que mesmo com esses problemas estava em paz comigo e com os outros, hoje posso dizer que não ando a atravessar dias bons. Os problemas não aumentaram, continuam os mesmos ou até mesmo menos, a minha capacidade de ver o copo meio cheio é que anda pelas ruas da amargura.
terça-feira, 17 de março de 2015
Já tinham saudades não era??
Cá está... Desta vez demorou menos, mas também é mais pequeno.
Tem 25cm de linha de algodão e enchimento anti-alérgico e vai directamente para Setubal para casa de uma amiga minha da faculdade que tem uma filhota doida pelo Mickey
Mais informações ou até só para irem acompanhando as novidades é ir aqui. Obrigada!
segunda-feira, 16 de março de 2015
Pssstt Pssstt
Ainda cá estão??? Pois que eu também... sem grandes coisas para dizer, de modos que dou-vos musiquinha e já vão bem.
Embora não morra de amores pelos Coldplay, esta musica não me sai da cabeça. Adoro de paixão e não me canso de a ouvir.
sexta-feira, 6 de março de 2015
Sabemos que, infelizmente, a violência domestica não é visto como um problema muito grave...
... quando numa cidade, capital de distrito, duas senhoras estão a conversar e à afirmação da primeira que dizia "este ano já morreram seis mulheres vitimas de violência domestica" a outra responde "Só!?"
Subscrever:
Mensagens (Atom)
