terça-feira, 30 de julho de 2013

O inicio da vida a dois

Não prevejo para quando o inicio da minha vida com o M. O facto de estar desempregada atrasa em muito a minha vontade de dar esse passo, não por achar que não serei capaz de viver com pouco, mas porque para mim é impensável depender financeiramente de alguém. No entanto, e como já lá vão quase sete anos de namoro, vamos falando em juntar trapinhos num futuro, que esperamos ser próximo. Contudo não se prevê tarefa fácil. Ninguém disse que iniciar uma vida a dois é fácil, mas connosco será multiplamente pior. As divergências são enormes e até na decoração da casa conseguimos estar em desacordo.
 Ele quer viver em união de facto, eu quero casar. Ele quer ir viver para uma casa que os pais dele nos emprestam, eu quero viver numa casa a que possa dar o nome de nossa. Ele quer azulejos brancos na cozinha da lareira, eu prefiro mil vezes a parede pintada, sem azulejo. Ele quer o quarto com uma cama de ferro azul, antiga, eu quero um quarto branco, simples e minimalista. Ele quer uma televisão com mais de 100 cm, para mim uma com 80 cm chega na perfeição... e poderia estar aqui a enumerar diferenças no que á decoração diz respeito, assim como a outros assuntos da vida em comum. Assim de repente, só me consigo lembrar de um ou dois aspectos em que estamos de acordo, nada de flores que necessitem de grande tratamento no jardim, e que a nossa casa tem de ter espaço suficiente para todos os amigos lá irem. Já é um principio, que é, mas prevejo um grande e doloroso caminho pela frente, onde terei de enfrentar o meu homem e as ideias decorativas dele, sustentadas pelo apoio incondicional da parte feminina da família dele. E tendo em conta o candeeiro de sala que mora lá em casa, não consigo imaginar coisa boa.

1 comentário:

Vicky disse...

Como me identifiquei com este post. Posso dizer-te que vivo precisamente a mesma coisa, a mesma situação e até o mesmo estilo de discussão :)