sábado, 24 de agosto de 2013

Da fase difícil que anda a minha vida

Sempre fui uma pessoa que via o copo meio cheio, que no meio de tantos tormentos vê sempre uma luz e que procura, mesmo quando o mundo está a desabar na minha cabeça, tentar puxar os outros para cima. Mas há fases na vida em que, por mais que tente, não consigo.
De há uns tempos para cá não há nada que me aconteça que eu possa dizer que está bem, e se há algum tempo os acontecimentos eram mais espaçados, de há duas semanas para cá têm sido quase em simultâneo.
Primeiro fiquei desempregada, já lá vão quatro meses e as perspectivas não são as melhores...Currículos e Currículos (Curriculae, para ser mais exacta... tumbas!) todos os dias e nem uma chamada de volta. Nada de nada... nem na área, nem fora dela!
Depois foram os problemas com a minha ex-entidade patronal a fim de que me fosse pago tudo o que tinha direito. Escusado será dizer que até agora nada e tenho cerca de mil e quinhentos euros a passear nos bolsos dos meus ex-patrões.
Entretanto, fazia eu planos de começar a comprar coisas para a casa, o meu carro avariou. Uma peça para aqui, outra para ali, consegui gastar numa semana o meu subsidio de desemprego acabado de chegar. Não tivesse eu a viver em casa dos pais e queria ver como seria.
Hoje fui as compras com a minha mãe e encontrei uma menina do meu grupo de escuteiros, que considero quase minha filha, mesmo sendo impossível em idade. Não me agradou o que vi e a sua magreza extrema fez-me dar-lhe nas orelhas até ela corar (calma que não fiz nenhum espectáculo no meio do hipermercado!). Mas ao que parecer a minha conversa com ela enfureceu um moço, que nunca vi mais gordo, com um aspecto duvidoso. Enfureceu-o de tal forma que o moço decidiu começar a descompor-me no meio do hipermercado sem eu me aperceber de nada. Só ao fim de alguns minutos é que percebi que aquilo era comigo. Fiquei tão aparvalhada que nem fui capaz de dizer nada a não ser rir da situação em si.
Agora digam-me... perante isto é ou não é uma fase daquelas de achar que o sol nasce para todos e a mim persegue-me uma nuvem de chuva???

2 comentários:

Zé Padeiro disse...

Aonde deixo o saco do pão?

paocomcodea.blogspot.com

Maria disse...

Há fases assim...mas a vida sabe o caminho e ajuda-nos a encontrá-lo...Força vais conseguir ultrapassar e reencontrar o sol!
Acho que vou voltar por aqui e por isso já marquei lugar!
Bom dia
Bjs
Maria