Novidades não há. Continuo na minha condição de, infelizmente, desempregada. A minha vida passa por enviar Curricula de manhã a noite. Raramente sou chamada para qualquer entrevista, mas hoje foi o dia. Foi o dia em que respondi a uma oferta para vaga de escritório, para inserção de dados, foi o dia em que meia hora depois me ligaram a marcar entrevista e foi o dia de ir a entrevista. Em Lisboa.
Pois que quando lá cheguei já lá estavam alguns candidatos. Tudo muito certo, não fosse o facto do entrevistador estar atrasado. Logo aí, mau presságio. Preenchi a ficha de inscrição que outra candidata me disse que tinha de preencher, porque não havia ninguém que nos informasse de nada, andavam por lá a desfilar uns quantos, de nariz empinado, mas incapazes de ajudar no que quer que fosse. Quando olhei para uma das paredes tudo me fez sentido e pensei "vou largar isto e vou mas é embora", mas não, acabei por me ir deixando ficar e trocar umas quantas considerações com os outros candidatos. E o que é que estava na parede que quase me fez mudar de ideias??? Uma cartolina com umas frases altamente motivadoras para quem anda a bater de porta em porta. (sem desprezo para quem trabalha nisto)
Desconfiados que estávamos, porque ao fim ao cabo já são muitas pelas ventas, fomos comentando o anuncio que tínhamos visto, para ver se batia certo com o que nos iria ser proposto. Até que, já fartos e com mais do que uma pula atrás da orelha, quando o segundo candidato foi chamado perguntámos afinal para que era a entrevista. Pois que era para, veja-se, andar de porta em porta a vender contratos de gás. (mais uma vez, nada contra) Ora eu, que posso desenrascar-me muito bem para muitas coisas, mas que sou um zero a esquerda no que toca a impingir o que quer que seja às pessoas, decidi que a minha caminhada tinha terminado ali. Eu e mais três. Digamos que o senhor ficou com as entrevistas feitas em segundos. O senhor ainda replicou que a oferta estava bem explicita, mas perante quatro pessoas a dizer que não, que não tinha sido para aquilo que responderam ele não teve hipótese e teve de assumir o erro. E porque é que vim embora se preciso de trabalho?? Perguntam vocês... Pois que vim embora porque, em primeiro lugar, não tenho o mínimo sentido de venda, muito menos por comissão. Sou daquelas pessoas que sabe trabalhar numa loja e vender os produtos que ali estão, mas não sabe vender gato por lebre nem impingir o que quer que seja. Em segundo lugar, porque acho de uma falta de respeito para com quem anda a procura de emprego, as ofertas de emprego ludibriarem completamente o candidato, ou seja, oferece-se emprego para uma coisa, a pessoa, na sua inocência responde e quando chega é confrontada com uma realidade totalmente diferente do que estava no anuncio. Como é que não há ninguém que fiscalize isto? Existem tantas entidades para tudo e mais alguma coisa, não há para isto?
A reter desta situação: sempre que responder a uma oferta de emprego vou tirar fotografia ou imprimir o anuncio, para que não se dê o caso de apagarem mais tarde e não termos como sustentar a reclamação.
segunda-feira, 27 de abril de 2015
domingo, 19 de abril de 2015
Hoje era o dia
Hoje era o dia. Era o dia previsto para nascer o bebé que carreguei na minha barriga durante três meses, sendo do meu desconhecimento durante um e meio. A metade já conhecida não foi fácil. Quando me queixei a minha mãe que andava com azia e ela me respondeu na brincadeira "isso é o cabelo do bebé a crescer" não considerei possível que fosse isso. Não havia atrasos e a única coisa de estranho que me podia queixar era a má alimentação que tinha feito no Gerês. Ainda assim, por descargo de consciência fui as urgências do hospital. Diagnosticaram-me uma gastroentrite. Mãe não satisfeita insiste no teste e eu que não podia ser. Contrariada lá fiz o teste... Positivo... em segundos. Não foi necessário esperar os não sei quantos minutos recomendáveis, não havia margem para duvidas. Chorei... não tenho vergonha de o admitir. Não estava preparada.Não sei tomar conta de mim, como vou tomar conta de um pequeno ser? Não era o que eu queria naquele momento, nem em algum, nunca desejei ser mãe.
E agora? E as viagens? E trabalhar na minha área? E o meu tempo livre? E o nosso tempo a dois? Embora com uma relação estável, estávamos a viver juntos a duas semanas. E eu queria casar primeiro. Continuei a chorar.
Cheguei a minha casa a chorar. Não disse nada e ele assustou-se, por norma não choro. Passei-lhe o teste para a mão e ele sem perceber grande coisa abraçou-me. Guardamos segredo mais dois dias. Só nós, a minha mãe e a minha melhor amiga sabiam. Fui-me habituando a ideia e fui aceitando. Ele delirou. Falava com a barriga todos os dias, aquela que ele achava que era gordinha demais, era agora a sua melhor amiga. Começamos a espalhar a noticia. Escolhemos nomes. Comecei a sofrer a serio.
Primeiro a azia, depois leves náuseas, depois leves enjoos, depois enjoos a sério, cansaço (nunca pensei que uma gravida de pouco tempo se cansasse tanto), depois pequenos vómitos, depois vómitos duas vezes por dia e nausefes sem fazer efeito, descidas de tensão, banhos controlados, muitas visitas ao hospital para levar soro. Comida nem pensar, o cheiro dos moveis de casa eram um tormento, o cheiro dele era um tormento. Dependência de todos para tudo. De repente a pessoa que sempre se desenrascou precisava de toda a gente até para estender roupa. Era ele que fazia tudo, ajudado pela minha mãe. Psicologicamente fui-me a baixo. Detesto dar trabalho a alguém. A impotência, o sentir-me inválida só atenuava quando pensava naquele pequeno ser e no que senti quando ouvi pela primeira vez o seu coraçãozinho.
Passei a sair muda e entrar calada, a chorar muito, perdi o brilho no olhar (que ainda hoje não recuperei), afastei-me, evitei-o. Ele também não fez por perceber, nunca quis ir ao médico comigo perceber o que se estava a passar. Eu também não sabia explicar. Ele desconfiou e pediu-me provas de paternidade. Eu chorei e sai de casa. Deu-se a ruptura. Aqui estávamos nós, dois adultos sem saber lidar com a pressão de uma gravidez não planeada, eu sem saber explicar o que se passava, ele a pensar só nele. Nenhum teve o discernimento de parar para pensar no terceiro elemento que vinha a caminho.
Piorei, perdi 6 kg. Chorei noites a fio. Os enjoos cada vez eram piores, os nervos também. Perdi o bebé!
O bebé estava previsto para hoje. Domingo dia 19 de Abril. Hoje o meu universo teria ficado muito mais completo (com ou sem namorado). Teria nos meus braços o pequeno Joaquim (segundo a minha mãe era um menino)
Hoje o meu dia está cinzento. O brilho no olhar tarda em vir. As lágrimas teimam em espreitar e o coração teima em não deixar sarar esta ferida, que já sangrou menos.
terça-feira, 14 de abril de 2015
Dos erros ortográficos.
Sendo eu uma pessoa de letras, os erros ortográficos são aquelas coisas com as quais consigo lidar muito mal. Para as pessoas que me estão próximas sou um corrector automático à mão de semear e dou por mim a corrigir em segundos uma palavra mal dita ou mal escrita pelos meus pais ou pelo meu irmão.
Não sendo eu uma Edite Estrela e assumindo os meus erros, que também os dou, nomeadamente na questão dos acentos e das virgulas, o que é certo é que toda eu tremo só de ver uma palavra mal escrita, sendo que as que mais tremeliques me causam são as que NÃO levam cedilha, mas toda a gente teima em usar com cedilha. Assim os "voçês" e os "agradeçemos" desta vida tiram-me anos de vida, porque são erros básicos que aprendemos na escola primária. Vou dando desculpa a quem tem pouca escolaridade, não dou desculpa a quem frequente a escola e escreva desta maneira, não dou desculpa a licenciados que escrevem "voçe" (que os há... conheço uns quantos) e não dou desculpa a funcionários de grandes superfícies como no caso da foto acima.
esta foto foi tirada por mim, hoje, quando fui abastecer o veiculo (um grande buuuhh para mim que uso combustíveis low cost) e, meus amigos, assim que parei o carro e olhei para o papel a primeira coisa em que os meus olhos bateram foi no erro. Não foi no pré pagamento, foi mesmo no erro e enchi-me de vergonha alheia, porque já aqui trabalhei, porque era um supermercado em que os critérios de escolha dos empregados eram elevados, mas principalmente porque conheço a gerente de loja e tendo em conta a escolaridade e o cargo que tem (tal como a cultura) não achei de todo que ela fosse cometer tamanho erro.
sexta-feira, 10 de abril de 2015
Aos (infelizmente) Desempregados!
Pois que em Portugal parece que há uma nova categoria profissional. Os desempregados. É uma categoria em ascensão, que alberga cada vez mais profissionais com e sem experiência e eu, infelizmente, faço parte desta categoria.
Requisitos:
- com ou sem experiência
- simpatia (porque não nos podemos revoltar nem queixar, afinal quem trabalha está a descontar para nos pagar a esmola que recebemos chamado subsidio de desemprego... obrigada, obrigada, obrigada a quem trabalha... já disse obrigada?)
- persistência (como diz o meu irmão - insiste, persiste e não desiste)
- fluência oral e escrita (para sermos escolhidos para alguma coisa é preciso termos parlapiê)
- diponibilidade total (toda a gente sabe que os desempregados não fazem nada, por isso podem ficar para ultimo nas filas, não reclamar, afinal de contas temos todo um dia de ronha pela frente)
Oferta:
- Esmola - subsidio de desemprego (obrigada pessoal que trabalha, sim??)
- Olhares de pena e comiseração
- esperança... muita esperança... principalmente daquelas pessoas que têm empregos estáveis, mas nãos e cansam de vos incentivar a fazer assim e assado, mas no fundo não fariam nem metade do que vocês já fazem.
Se há dias em que as coisas até se levam bem, em que nos levantamos de manhã e pensamos, pode ser hoje o nosso dia, outros há em que não nos resta uma esperançazinha... nada... rien de rien!
Hoje é um desses.
Levanto-me todos os dias as sete e meia, mesmo desempregada gosto de não dar o tempo por perdido e embora adore ficar na ronha na cama, sei que se o fizer um dia que me vou habituar e desleixar, pelo que prefiro fazer o esforço de me levantar cedinho. Vou levar o meu irmão a escola e venho para a loja com a minha mãe, ajudo no atendimento aos clientes (cada vez menos diga-se), ligo o computador portátil e começa a minha saga. Varro a pente fino os sites de ofertas de emprego, olx incluído (curiosamente todas as chamadas que recebi de volta acerca de entrevistas foram Curricula enviados por lá). Muitas das ofertas já nem as abro porque já as consultei, já enviei os dados, e não há assim tanta oferta nova todos os dias.
Ah e então porque não vais aos locais pessoalmente entregar? Pois quando posso vou, quando me fica a caminho também vou. Já cheguei inclusive a fazer uma viagem de duzentos km só para entregar o Curriculum em mão. Deu em alguma coisa?? errrr... não. Quer dizer, deu... gastei gasóleo, gastei dinheiro em alimentação e em dois minutos estava despachadinha, mas pelo menos fiquei a conhecer paisagens que não tinha visto antes!
Então é porque procuras só na tua área de formação! Pois... também não. Procuro em tudo, basicamente.
A arqueologia em Portugal está pela hora da morte. Ordenados baixos, de recibos verdes, onde uma grande parte vai para o estado e outra para as deslocações e sempre, sempre só para aquele grupo restrito de pessoas e amigos. Quem não fez o favor de lamber botas a ninguém na faculdade, como foi o meu caso, tem de se destacar muito para conseguir qualquer coisinha, mesmo que seja voluntariamente. Também se dá o caso de haver quem consiga bolsas de estudo nas faculdades para continuar a colaborar no departamento de investigação, mas não vou referir o tipo de favores que são precisos para chegar a isso, porque isto ainda é um blog decente.
Toda esta experiência que se adquire como desempregados leva-nos a perceber que este país não nos oferece condições de vida dignas. As ofertas de emprego são cada vez mais duvidosas, geralmente por comissões (ninguém se alimenta de comissões, por amor de Deus) para as quais não tenho a mínima aptidão. Quando não são comissões são estágios, E uma pessoa fica sem saber o que fazer. Ah o empreendedorismo é que está a dar. O tanas... o tanas é que está a dar. E aquelas ofertas em que nem sabemos o que querem dizer? com nomes estrangeiros e o raio? que soam todos a cargos muito importantes e vai-se a ver e é para andar a vender de porta a porta (nada contra quem tem esta aptidão... eu não tenho, e dá-me instintos assassinos cada vez que me tocam a campainha as dez da noite).
E pronto... é isto que passa um desempregado. E não... lamento, mas não sou aquele desempregado que toma o pequeno almoço na pastelaria e que passa as restantes horas do dia a ver o Goucha e a Fátima Lopes, não esquecendo as maratonas de horas seguidas no café!
Tenho esperança que o governo um dia profissionalize os desempregados. E nessa altura, pelo andar da carruagem, teremos vantagem em anos de experiência!
Requisitos:
- com ou sem experiência
- simpatia (porque não nos podemos revoltar nem queixar, afinal quem trabalha está a descontar para nos pagar a esmola que recebemos chamado subsidio de desemprego... obrigada, obrigada, obrigada a quem trabalha... já disse obrigada?)
- persistência (como diz o meu irmão - insiste, persiste e não desiste)
- fluência oral e escrita (para sermos escolhidos para alguma coisa é preciso termos parlapiê)
- diponibilidade total (toda a gente sabe que os desempregados não fazem nada, por isso podem ficar para ultimo nas filas, não reclamar, afinal de contas temos todo um dia de ronha pela frente)
Oferta:
- Esmola - subsidio de desemprego (obrigada pessoal que trabalha, sim??)
- Olhares de pena e comiseração
- esperança... muita esperança... principalmente daquelas pessoas que têm empregos estáveis, mas nãos e cansam de vos incentivar a fazer assim e assado, mas no fundo não fariam nem metade do que vocês já fazem.
Se há dias em que as coisas até se levam bem, em que nos levantamos de manhã e pensamos, pode ser hoje o nosso dia, outros há em que não nos resta uma esperançazinha... nada... rien de rien!
Hoje é um desses.
Levanto-me todos os dias as sete e meia, mesmo desempregada gosto de não dar o tempo por perdido e embora adore ficar na ronha na cama, sei que se o fizer um dia que me vou habituar e desleixar, pelo que prefiro fazer o esforço de me levantar cedinho. Vou levar o meu irmão a escola e venho para a loja com a minha mãe, ajudo no atendimento aos clientes (cada vez menos diga-se), ligo o computador portátil e começa a minha saga. Varro a pente fino os sites de ofertas de emprego, olx incluído (curiosamente todas as chamadas que recebi de volta acerca de entrevistas foram Curricula enviados por lá). Muitas das ofertas já nem as abro porque já as consultei, já enviei os dados, e não há assim tanta oferta nova todos os dias.
Ah e então porque não vais aos locais pessoalmente entregar? Pois quando posso vou, quando me fica a caminho também vou. Já cheguei inclusive a fazer uma viagem de duzentos km só para entregar o Curriculum em mão. Deu em alguma coisa?? errrr... não. Quer dizer, deu... gastei gasóleo, gastei dinheiro em alimentação e em dois minutos estava despachadinha, mas pelo menos fiquei a conhecer paisagens que não tinha visto antes!
Então é porque procuras só na tua área de formação! Pois... também não. Procuro em tudo, basicamente.
A arqueologia em Portugal está pela hora da morte. Ordenados baixos, de recibos verdes, onde uma grande parte vai para o estado e outra para as deslocações e sempre, sempre só para aquele grupo restrito de pessoas e amigos. Quem não fez o favor de lamber botas a ninguém na faculdade, como foi o meu caso, tem de se destacar muito para conseguir qualquer coisinha, mesmo que seja voluntariamente. Também se dá o caso de haver quem consiga bolsas de estudo nas faculdades para continuar a colaborar no departamento de investigação, mas não vou referir o tipo de favores que são precisos para chegar a isso, porque isto ainda é um blog decente.
Toda esta experiência que se adquire como desempregados leva-nos a perceber que este país não nos oferece condições de vida dignas. As ofertas de emprego são cada vez mais duvidosas, geralmente por comissões (ninguém se alimenta de comissões, por amor de Deus) para as quais não tenho a mínima aptidão. Quando não são comissões são estágios, E uma pessoa fica sem saber o que fazer. Ah o empreendedorismo é que está a dar. O tanas... o tanas é que está a dar. E aquelas ofertas em que nem sabemos o que querem dizer? com nomes estrangeiros e o raio? que soam todos a cargos muito importantes e vai-se a ver e é para andar a vender de porta a porta (nada contra quem tem esta aptidão... eu não tenho, e dá-me instintos assassinos cada vez que me tocam a campainha as dez da noite).
E pronto... é isto que passa um desempregado. E não... lamento, mas não sou aquele desempregado que toma o pequeno almoço na pastelaria e que passa as restantes horas do dia a ver o Goucha e a Fátima Lopes, não esquecendo as maratonas de horas seguidas no café!
Tenho esperança que o governo um dia profissionalize os desempregados. E nessa altura, pelo andar da carruagem, teremos vantagem em anos de experiência!
quinta-feira, 9 de abril de 2015
E no final fiquei satisfeita por não ter sido a escolhida...
Hoje fui a uma entrevista de emprego. Desde Dezembro e só hoje, em Abril, me chamaram para alguma coisa, embora mande dezenas de Curricula (pimba.... é o que dá ter seis anos de latim) por dia.
Ora então contava eu que fui a uma entrevista. Era para um estagio profissional (outro, porque neste país desde que se descobriram os estágios profissionais não se faz outra coisa). Marcaram comigo as 9.30h e as 9.25h lá estava eu. Pediram-me que esperasse porque "o Sr. Dr. ainda não chegou". Comecei a pensar como seria o Sr. Dr. e cheguei a conclusão, na minha ideia, que o Sr. Dr. devia ser velhote e pançudo (não desfazendo de quem tem estas características). Bom, continuando, as 9.50h lá apareceu o Sr. Dr. vindo, a julgar pela aparência, directamente do picadeiro. Subiu as escadas e depois de mais dez minutos de espera lá achou por bem pedir que me chamassem. Subi, " fale-me de então de si" " ah é arqueóloga, então deve ter muito jeito para trabalhos manuais" (não perguntem, também não percebi a associação) " ah mas estou a ver que já fez um estagio profissional, assim sendo ficamos por aqui" ponto final paragrafo.
Mas esta gente não se prepara para as entrevistas que vão fazer? Como pode um Sr. Dr. nem sequer saber que arqueologia e artesanato não é a mesma coisa? ( embora tema aptidões para ambas)
No fim fiquei aliviada por não ficar. O meu QI possivelmente iria diminuir drasticamente.
Ora então contava eu que fui a uma entrevista. Era para um estagio profissional (outro, porque neste país desde que se descobriram os estágios profissionais não se faz outra coisa). Marcaram comigo as 9.30h e as 9.25h lá estava eu. Pediram-me que esperasse porque "o Sr. Dr. ainda não chegou". Comecei a pensar como seria o Sr. Dr. e cheguei a conclusão, na minha ideia, que o Sr. Dr. devia ser velhote e pançudo (não desfazendo de quem tem estas características). Bom, continuando, as 9.50h lá apareceu o Sr. Dr. vindo, a julgar pela aparência, directamente do picadeiro. Subiu as escadas e depois de mais dez minutos de espera lá achou por bem pedir que me chamassem. Subi, " fale-me de então de si" " ah é arqueóloga, então deve ter muito jeito para trabalhos manuais" (não perguntem, também não percebi a associação) " ah mas estou a ver que já fez um estagio profissional, assim sendo ficamos por aqui" ponto final paragrafo.
Mas esta gente não se prepara para as entrevistas que vão fazer? Como pode um Sr. Dr. nem sequer saber que arqueologia e artesanato não é a mesma coisa? ( embora tema aptidões para ambas)
No fim fiquei aliviada por não ficar. O meu QI possivelmente iria diminuir drasticamente.
quarta-feira, 8 de abril de 2015
terça-feira, 7 de abril de 2015
E quando estamos num dia que até nos corre bem, em que conseguimos estar bem dispostas e não pensar tanto nas infelicidades da vida e de repente, abrimos o Facebook, temos uma mensagem privada, mensagem essa de um amigo do nosso ex, aquele que não nos sai da cabeça nem a lei da bala, que ultimamente parece que esbarramos mais casualmente, do que em oito anos de namoro, nos pergunta por ele e se está tudo bem, que precisa do contacto dele para reunir novamente a banda.
É como se nos tirassem o tapete debaixo dos pés, só vos digo!
É como se nos tirassem o tapete debaixo dos pés, só vos digo!
A EDP a tirar-me anos de vida...
A serio que nem a empresa que é paga a peso de ouro consegue funcionar correctamente??? Então é assim: minha mãe tem uma loja de costura. Ora, pois que mudamos de espaço há um mês, para uma loja de renda mais barata, mas o problema nem sequer é com a loja nova. Ora nós tínhamos a luz da loja anterior em meu nome. Dirigi-me a uma loja EDP para fazer a cessação do contrato a partir do ultimo dia que lá íamos estar, até aqui tudo normal, irando o tempo excessivo de espera de quatro horas, mas assim como assim estou desempregada posso esperar. Avisaram que vinham?? Nãaaao. Se eu não telefono para lá a saber o que se passava, desconfio que ainda estava a espera que viessem. Quando é que eles vieram??? Quinze dias depois....com hora marcada??? Nãaaao, que isso dá trabalho. Entre as três e as seis e meia pode aparecer o técnico. Ok, seja então. Plantão marcado para a porta da loja dentro desse periodo de tempo. A que horas é que o técnico veio??? Duas horas antes do período em que deveria aparecer, ou seja era uma hora da tarde quando o senhor me ligou indignadissimo a perguntar onde eu estava, porque queria proceder ao desligamento e eu não estava lá para lhe abrir a porta. A sorte é que a outra loja é a duzentos metros da outra e a coisa lá se facilitou. Aqui começou outro problema. É que a EDP demora para umas coisas, mas para as outras é do mais rápido a funcionar.
Eu, como amiga do ambiente que sou, aderi desde sempre as facturas electrónicas e ao débito directo. Contra tudo e contra todos e realmente nunca tive chatices, até agora. Belo dia, dirigi-me a uma caixa multibanco para fazer uns pagamentos e qual não é o meu espanto quando vejo 100€ descontados para a EDP. Comecei logo a panicar, não porque não tivesse mais dinheiro, mas porque não tinha recebido qualquer factura no e-mail e eu sou uma pessoa que gosta de saber o que paga e quando paga. Quando cheguei a casa, consultei o e-mail e nada, vamos-lá-então-ligar-para-a-edp-yupii-que-bom. Lá me atenderam, passados uns dez minutos, numa voz cantada (a sério, o moço parecia que cantava em vez de falar) e depois de várias insistências lá conseguir pedir uma segunda via, não sem antes esperar mais uns bons dez minutos. Tudo resolvidinho, boa saúde e parece que é desta vez que a coisa fica resolvida. Só que não. Passado uma semana ainda não tinha recebido nada. Respira fundo e liga para a EDP novamente para saber se a factura vem por e-mail ou pombo correio. Lá me atendeu uma moça, que sim senhora, estava lá o meu pedido de segunda via, que aquilo era direccionado a outro departamento e só me enviariam a factura depois de passar noutro departamento, que aquilo lá deve ser tipo labirinto. A minha pergunta sobre previsão para quando receber a factura... "Pois não sabemos. Pode ser amanhã, mas também pode ser só para o mês que vem". ISTO É SERIO! Mas registe-se no EDP online que a coisa assim resolve-se rápido e tem acesso a factura na hora. E PORQUE É QUE NÃO FUI INFORMADA DISTO ANTES??? Então sim senhora, obrigadinha e passe bem. Lá liguei o computador e fui ao site inscrever-me. Acaba por aqui a minha saga?? Não! Preenchi os passos todos que me pediram, não sem antes dar uma serie de erros e ligar para o apoio a linha online da EDP e aqui começou outro problema. Lá pedem o código do ponto de energia e é aqui que me vi obrigada a ligar para a EDP dita normal. É que no contrato tenho um código, na folha de cessação tenho outro e agora? Agora o que vale é o do contrato o que significa que paguei a luz de alguém e alguém pagou a minha. Conclusão da historia, amanhã tenho uma longa manhã nos serviços da EDP, tenho menos dez anos de vida derivado aos nervos que já apanhei por causa do liga para aqui, agora ai que não é comigo, vou passar ao meu superior, mas ah que afinal é noutra linha "e se vos fossem todos FO$#%&/t??? Não iam bem não???" (não disse, mas pensei. - Se tivesse sido a minha mãe a resolver o assunto, tinha sido,)
É isto! Amanhã levo Xanax e Valium só para qualquer eventualidade
Boa Tarde
sábado, 4 de abril de 2015
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